Prevista para entrar em vigor em agosto de 2020, a LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados ainda gera muitas dúvidas.

Quem precisa se adequar? O que é necessário para estar em conformidade com ela? Como a implementação da LGPD pode afetar as empresas?

Essas e outras respostas você encontra neste post. Fique ligado!

O que é LGPD?

LGPD é a sigla da Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018). Isto é, a lei que regulamenta a coleta, armazenamento, tratamento e compartilhamentos de dados no Brasil. O intuito da LGPD é tornar esses processos mais seguros, visando à proteção da privacidade de informações dos usuários.

Inspirada na GDPR (General Data Protection Regulation) europeia, a LGPD foi concebida em virtude do aumento significativo da coleta de dados online pelas empresas. Além da necessidade de desenvolver dispositivos que protejam os cidadãos em situações que esses dados sejam acessados e usados indevidamente.

A Lei 13.709/2018 deixa claro quais são as regras para que uma empresa possa realizar a captura de dados de outras pessoa. Além disso, prevê penalidades para aquelas que não se adequarem às normas.

Quem precisa se adequar à LGPD

Todas as empresas que façam qualquer tipo de coleta, armazenamento, tratamento e/ou compartilhamento de dados devem se adequar à Lei Geral de Proteção de Dados.

Isso significa que todos os comércios, indústrias e empresas de serviços que possuem registro de seus clientes precisarão realizar mudanças significativas na forma com que lidam com essas informações.

Além disso, as empresas que fazem uso de dados de consumidores para campanhas de marketing também deverão se atentar para a LGPD. E desse modo, desenvolver mecanismos de captura de informações que estejam alinhados à nova legislação.

O que é preciso fazer para se adequar à Lei Geral de Proteção de Dados?

A Lei Geral de Proteção de Dados prevê que, para coletar, armazenar, processar e compartilhar informações de um determinado usuário, a empresa deverá obter o seu consentimento prévio.

Também informa que a empresa em questão só poderá coletar as informações mínimas necessárias para manter a interação com o consumidor. Dessa forma, são descartados aqueles longos formulários pedindo detalhes acerca da vida pessoal e/ou profissional do internauta.

Além disso, a empresa deverá assegurar mecanismos eficazes de segurança da informação, a fim de que os dados não sejam acessados indevidamente por terceiros.

Como a LGPD afeta a sua empresa?

Quem trabalha com marketing sabe da importância dos dados para o desenvolvimento de estratégias mais assertivas. No entanto, não pode deixar de lado a privacidade de seus leads e clientes. Portanto, este é um dos setores mais impactados pela LGPD.

Veja o poderá mudar:

Landing pages

A partir da entrada em vigência da LGPD, será necessário obter o consentimento dos visitantes para a captura de informações. Como por exemplo, nome e e-mail.

Nesse sentido, a empresa poderá inserir caixas de seleção no formulário, sem preenchimento prévio. Assim, o internauta pode marcar que está de acordo com a política de privacidade de dados da empresa.

A página de política de privacidade deverá estar acessível a qualquer pessoa que deseje saber como a organização faz a coleta, armazenamento e processamento dos dados, como os utiliza.

Outra forma de implementar a LGPD é optar pelo double opt in. Nesse formato, antes de ter acesso a qualquer material ou ter seus dados coletados pela empresa, o usuário recebe um e-mail com um link para confirmar o seu interesse nas comunicações da empresa.

E-mail marketing

A comunicação via e-mail também ficará mais rigorosa com a Lei Geral de Proteção de Dados.

Para enviar qualquer mensagem para um destinatário, sua empresa deverá obter o consentimento do usuário. Isso pode ser feito da mesma forma que nas landing pages: uma caixa de seleção ou double opt-in.

E como fica a compra de listas frias? Totalmente banida das melhores práticas de marketing e também das possibilidades legais de interação com os consumidores.

Anúncios segmentados

Também será necessário rever a política de marketing por meio de anúncios segmentados, seja no Google, Bing ou redes sociais.

Isso porque essas plataformas não poderão mais coletar dados demográficos ou comportamentais de seus usuários sem o devido consentimento. Consequentemente, os anunciantes não terão acesso a essas informações.

Diante deste cenário, só será possível realizar anúncios personalizados para aqueles leads que já entraram em contato com a sua empresa e autorizaram o uso de dados para a personalização da experiência online.

Além de todas essas regras, ainda será necessário observar que mesmo os usuários cadastrados na sua base poderão solicitar a consulta às informações armazenadas. E também a exclusão das mesmas dos seus registros. Portanto, trata-se de um processo de mudança profundo, tanto de tecnologias quanto de políticas dentro da sua organização.

Quer saber mais a respeito da LGPD e dos seus impactos no marketing digital? Continue acompanhando o nosso blog!